Hoje, enquanto caminhava pela rua, senti o cheiro de pão fresco vindo de uma padaria e fui levada de volta a uma manhã antiga, quando tudo parecia mais simples.
É curioso como o tempo transforma o que foi cotidiano em algo precioso.
As lembranças não pedem permissão para voltar — elas apenas aparecem, trazendo consigo fragmentos de quem fomos. Às vezes, é um som, uma cor, uma palavra.
Outras vezes, é apenas uma sensação que não sabemos nomear. E mesmo quando doem, há beleza nelas, porque nos lembram que vivemos.
Fechei os olhos por um instante e deixei o vento tocar meu rosto. Pensei em como cada memória é uma prova de que o tempo passa, mas o que realmente importa permanece.
Talvez o segredo esteja em aprender a carregar essas lembranças com leveza, como quem guarda flores secas dentro de um livro.

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